CONAJE LANÇA 3ª EDIÇÃO DA PESQUISA PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES NO BRASIL

CONAJE LANÇA 3ª EDIÇÃO DA PESQUISA PERFIL DOS JOVENS EMPREENDEDORES NO BRASIL

Atuando diretamente com empreendedorismo e vendo a dificuldade que os empreendedores têm, ressalto a importância do trabalho desenvolvido pelo CONAJE em parceria com o Sicredi em divulgar mais uma edição da pesquisa que identifica o perfil dos jovens empreendedores brasileiros.

Com base no meu trabalho, noto que muitos jovens optam pelo caminho de empreender e trabalhar com algo que gostam e acreditam. Estes jovens, ao saírem das universidades se deparam com a dificuldade de entrada no mercado de trabalho e levam consigo, ao mesmo tempo, o sonho do seu lugar ao sol no âmbito profissional. Por isso, talvez, hoje um dos maiores desejos de muitas pessoas, entre 18 e 39 anos, seja ter seu próprio negócio.

De acordo com o levantamento, 65% dos jovens empreendedores são homens, enquanto apenas 35% são mulheresDesses, 73% possuem ensino superior completo e apenas 9% têm ensino médio. Dos 5.792 participantes do estudo, 49,5% estão domiciliados na região Sudeste, 21,9% no Sul, 15,6% no Nordeste, 4,3% no Norte e 8,8% no Centro-Oeste. De todo o país, a faixa etária predominante é fixada entre 26 a 35 anos. Nos jovens de 18 a 20 anos, apenas 3% são empresários.

A mostra também indicou que os jovens proprietários de microempresas são a maioria do país, faturam até R$ 360 mil por ano e empregam até nove funcionários. Dentre os setores de atuação, estão a área de serviços (57,9%) e comércio (30,1%). Os dados mostraram que os jovens não estão ligados a empresas familiares e apenas 10% atuam no mercado internacional.

É possível notar que as mulheres começam a empreender mais tarde, pois se preparam mais e iniciam a vida empreendedora na faixa etária dos 31 aos 35 anos; 43% delas têm pós-graduação. Além disso, as mulheres se mostraram mais pessimistas do que os homens em relação ao futuro do país.

Startups fundadas por mulheres recebem menos investimentos, mas faturam mais do que as empresas fundadas por homens. A conclusão é de um estudo realizado pelo The Boston Consulting Group (BCG). Segundo a pesquisa, para cada dólar de financiamento, as startups com mulheres fundadoras geraram 78 centavos, enquanto as fundadas por homens renderam menos da metade disso (31 centavos).

O importante é perceber que além do preparo que as mulheres têm e acesso ao conhecimento, a missão e propósito das empreendedoras é o diferencial. O empreendedor masculino perde ao apostar no que está na moda. Ou, pior, no discurso do “não gosto do meu chefe, vou trabalhar menos e ficarei rico”.

E o propósito está na filosofia. Por meio do cooperativismo e do associativismo que vamos fazer um Brasil melhor. Ele é a base fundamental para o empreendedorismo correto, ético e moral.

A pesquisa revela ainda, que os jovens empresários avaliam a burocracia e a alta carga tributária como principais impeditivos de expansão e continuidade do negócio. Portanto, a classe afirma buscar políticas governamentais que melhorem esta relação. Dos jovens pesquisados, 31% buscaram ajuda junto a entidades como o Sebrae e 19,4% contrataram consultorias especializadas. A internet é uma aliada para 30,3% deles.

Para Guilherme Gonçalves, presidente da CONAJE, o empreendedorismo precisa entrar na base do brasileiro, por meio da educação. “Entendo que as ações empreendedoras precisam começar cedo. Dessa forma, teremos oportunidades mais iguais entre todos. Quanto mais jovens no empreendedorismo, melhor para o país.” E, conclui: “Devemos buscar o perfil para melhor representar”.

Já para Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, a pesquisa é muito importante para entender o perfil do jovem empreendedor brasileiro, pontos fortes, oportunidades e desafios. “Parabenizamos a Conaje pela iniciativa e entendemos que essa parceria entre as instituições para divulgar os dados da pesquisa reforça o compromisso do Sicredi em apoiar ações que promovam o desenvolvimento socioeconômico. Acredito que é por meio do cooperativismo e do associativismo que vamos fazer um Brasil melhor. E faz parte da nossa missão estarmos próximos destes jovens empreendedores, disponibilizando nossos produtos e serviços, de uma forma diferente, cooperativa e, com isso apoiando os seus sonhos. Em época de economia compartilhada não há nada mais moderno que o nosso modelo de negócio”, diz Basso.

É com este espírito de colaboração – facilmente encontrado no universo do empresariado americano -, com consultorias transparentes que, de fato, ilustram as dificuldades do empreendedorismo, que chegaremos a melhores patamares no empresariado jovem brasileiro. Temos que pensar em construir um país empreendedor com propósito. Sempre digo que precisamos pensar que filhos deixaremos para esse mundo, e não que mundo vamos deixar para nossos filhos”, finaliza Seabra.

Jaime Basso, Guilherme Gonçalvez e Fernando Seabra 

Fonte: http://conaje.com.br/projetos/pesquisa-conaje/

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